Poospiza é um gênero de aves Passeriformes da família Emberizidae. Várias espécies desse gênero possuem uma aproximação muito forte nos aspectos da plumagem, chegando a uma dificuldade de diferenciação na identificação.
O tico-tico-da-taquara pode ser confundido com o quete(Poospiza lateralis), mas trata-se de uma espécie diferenciada na pplumagem, vocalização e distribuição geográfica.
Apresenta colorido do peito e garganta da cor chifre pálido, padrão castanho no dorso, pequenas nódoas brancas nas duas retrizes externas da cauda. As fêmeas são menores que os machos.
O canto é bastante complexo e a delimitação de frases é imprecisa, tratando-se de um gorgeio fluente e de cadência alternada com notas mais variadas.
Ocorre nas montanhas do sul do País, do sul de São Paulo ao sul do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina podendo atingir o nível do mar no sul do Brasil (Sick 1997), Paraguai e nordeste da Argentina.
Ameaças:Perda do hábitat campestre (BirdLife International 2000). Substituição do cerrado por gramíneas e outras formas invasoras (Melo Junior 1998).
O capacetinho-do-oco-do-pau mede 13 cm de comprimento.
Endêmica do Domínio Cerrado, habita os cerrados e matas decíduas (Ridgely & Tudor 1989). Tem distribuição escassa e local. É espécie pouco estudada em campo.
Representante de áreas abertas, sendo encontrado apenas na região central do Brasil, em altitudes entre 600-1200 m nos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo(onde é considerado extinto).
O quete mede cerca de 15,5 cm de comprimento. A coloração do dorso na maioria dos indivíduos é todo invadido de castanho, apresentando ainda a coloração chifre no peito e nódoas brancas nas penas externas.
É comum no estrato arbustivo de bordas de florestas (principalmente florestas de altitude) e bosques de pinheiros. Vive aos pares ou em pequenos grupos de 4 a 5 indivíduos (durante o inverno da Região Sul), participando de bandos mistos fora do período reprodutivo.
Presente do Espírito Santo e Minas Gerais ao Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde alcança o nível do mar. Encontrado também no Uruguai, Paraguai e Argentina. Esta espécie é endêmica das montanhas do Sudeste do Brasil, particularmente, das matas atlânticas de altitude (acima de 900 m).
O capacetinho mede 13 cm de comprimento.
Vive em áreas arbustivas entrecortadas por riachos e também em campos ou “parques” de espinilho. Frequenta bandos mistos em grupos monoespecíficos de 4 a 8 indivíduos em capinzais densos, com arbustos, à beira de rios.
Restrito ao extremo sudoeste do Rio Grande do Sul e ao sudoeste do Mato Grosso do Sul.
O quem-te-vestiu mede 15 cm de comprimento.
Espécie meridional ribeirinha, ocorre em áreas de mata ciliar e banhados no Sul. Frequenta arbustos densos aos casais, voando entre essa vegetação com um ligeiro balançar da cauda. Seu nome popular é onomatopéico.
Pode ser encontrada na Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. No Brasil, ocorre na região sul.
O peito-pinhão mede 14 cm de comprimento.
Espécie meridional endêmica das serras altas, frequentemente encontrada em taquarais, principalmente durante a frutificação do arroz-de-taquara seu principal alimento.
Ocorre nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.